written a long time ago

12:45

Fonte: weheartit
O amor é realmente uma coisa fodida de se entender; é um caminho complicado (...) porque nesse caminho, ou as coisas nos levam ao céu, ou nos lançam ao inferno. Eu sei que o amor e as represas são iguais: se se deixa uma brecha por onde um fio de água se possa meter, aos poucos ele vai rebentando as paredes e chega a um momento em que ninguém consegue mais controlar a força da corrente. Se as paredes se desmoronam, o amor toma conta de tudo; já não interessa o que é possível ou o que é impossível, não interessa se podemos ou não manter a pessoa amada ao nosso lado - amar é perder o controlo. Não, não se pode deixar uma brecha por menor que seja. Amar é como uma droga. No princípio vem a sensação de euforia, de total entrega. Depois, no dia seguinte, tu queres mais. Ainda não te viciaste, mas gostaste da sensação e achas que podes mantê-la sobre controlo. Mas aos poucos, acostumas-te àquela pessoa, e passas a depender completamente dela. Então pensas por três horas e esqueces por dois minutos. Se ela não está por perto, experimentas as mesmas sensações que os viciados têm quando não conseguem arranjar droga. Nesse momento, assim como os viciados roubam e se humilham para conseguirem o que precisam, tu estás disposto a fazer qualquer coisa pelo amor. O amor não faz muitas perguntas, porque, se começamos a pensar, começamos a ter medo. É um medo inexplicável, nem adianta tentar colocá-lo em palavras. Pode ser o medo de ser desprezada, de não ser aceite, de quebrar o encanto. Parece ridículo, mas é assim. Por isso não se pergunta - faz-se.

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